O Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou uma plataforma digital para monitorar sequelas decorrentes de procedimentos realizados por profissionais que não são médicos. A ferramenta visa reunir informações sobre os danos causados, os procedimentos realizados e o perfil dos profissionais responsáveis, com foco em Brasil.
A plataforma também atende a uma demanda de médicos que recebem pacientes com danos provocados por procedimentos irregulares. A vice-presidente do CFM apontou que muitos médicos se sentem inseguros ao atender casos de sequelas originadas por profissionais não médicos.
Casos de exercício ilegal da medicina chegam diariamente ao Judiciário ou às polícias civis. Entre 2012 e 2023, o Brasil registrou 9.566 ocorrências desse tipo de crime, segundo dados citados pelo conselho. A expectativa é que a plataforma fortaleça a atuação das autoridades na proteção da população.
Relatos de pacientes exemplificam a gravidade dos danos. Camila Batista relatou complicações após um procedimento para reduzir olheiras realizado por uma dentista, com uso de PMMA. Segundo ela, foi necessário realizar três cirurgias para retirar parte do material, e ainda restam sequelas que não podem ser corrigidas.
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