A Polícia Civil de São Paulo deve solicitar à Justiça autorização para incorporar à sua frota um helicóptero avaliado em cerca de R$ 25 milhões, apreendido durante a operação Falsa Las Vegas. A aeronave foi localizada em um hangar em Osasco, na região metropolitana.
O helicóptero, modelo EC 130 T2 da Airbus, foi fabricado em 2022 e tem capacidade para seis passageiros, além do piloto. O registro da Anac aponta proprietária uma empresa de Osasco e operadora autorizada a Center Lopes Distribuidora de Materiais, Terceirização e Locação Ltda.
O equipamento encontra-se sob alienação fiduciária, com garantia de pagamento a credor até a quitação da dívida. A Center Lopes é ligada a Eduardo Moreno Lopes, um dos investigados na operação e a quem se atribui atuação de operador financeiro no esquema.
Apreensão e vínculo com a investigação
A Polícia Civil afirma que as autoridades vão pedir autorização judicial para usar a aeronave em ações de combate ao crime. Eduardo Lopes é suspeito de facilitar repasse de recursos para o PCC, segundo dados obtidos em celulares apreendidos.
Documentos apontam transferências entre empresas de investigados e fornecedores usados para movimentação de recursos de tráfico e jogos de azar. A associação envolve outras empresas ligadas a Lopes e ao setor financeiro do grupo.
Situação da investigação e desdobramentos
A operação resultou na prisão de duas pessoas, entre cinco alvos, e na apreensão de aproximadamente R$ 500 mil em espécie, cinco carros de luxo e 76 imóveis. A Justiça bloqueou ativos de cerca de R$ 5,2 bilhões ligados aos investigados.
A Folha tentou contato com a Center Lopes e com advogados de Eduardo Lopes por mensagens e ligações, sem retorno até o fechamento desta edição.
Em dezembro, a empresa afirmou, por meio de nota, atuação regular e contratos com o setor público, mantendo conformidade com a legislação vigente.
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