A Williams Racing enfrenta uma disputa judicial complexa com acusações de racismo, misoginia e controle oculto. O conflito envolve a controladora Dorilton Capital e a ex-diretora de marketing Claudia Schwarz, segundo o The Guardian. Os autos são de origem nos EUA e incluem denúncias de ambiente tóxico na empresa.
Schwarz foi contratada em 2021 para liderar a reformulação de marca e, pouco depois, assumiu interinamente a direção de marketing. Ela afirma que a relação com a Dorilton deteriorou após questionamentos sobre práticas comerciais nas Bermudas, onde a Williams operava via Williams IP Holdings.
A reportagem aponta que a ex-executiva denunciou bloqueios a campanhas voltadas a comunidades negras e LGBTQIA+. Em depoimentos, o ex-CEO Darren Fultz relata comportamento de um investidor identificado como a figura central na gestão, que segundo Schwarz seria o verdadeiro controlador da Williams e da Dorilton.
Conflito entre Williams e a controladora
Segundo Schwarz, o que ocorreram revoltas internas contra iniciativas de diversidade apoiadas por Lewis Hamilton. Ela diz que houve resistência para participação em uma comissão voltada à diversidade no automobilismo. Alega ainda que houve intenção de vender a equipe antes de permitir tais ações.
O Guardian cita episódios envolvendo o GP dos EUA de 2022, em Austin, com reclamações sobre a presença de artistas e o perfil demográfico do paddock. Fultz registra que De Putron demonstrou incômodo com a demografia dos eventos da Williams.
Peter de Putron, apresentado como investidor passivo pela Dorilton, é apontado pela matéria como atuante em decisões da equipe. Documentos indicam que executivos seriam orientados a não mencioná-lo diretamente, com o apelido interno de Our Dear Leader.
Acusações e defesas
A Dorilton contesta as acusações e aponta Schwarz por fraude, envolvendo cerca de US$ 6,9 milhões em despesas e contratos inflados. A relação entre Schwarz e Fultz também é alvo de questionamentos da empresa, que os nega.
Schwarz sustenta que as denúncias cresceram após o ajuizamento da ação por quebra de contrato, em 2022. Ela afirma ter enfrentado discriminação e perseguição profissional na Williams.
As acusações são objeto de processo judicial contínuo nos Estados Unidos. A Williams, a Dorilton e Peter de Putron negam irregularidades e recorrem à Justiça para contestar as acusações.
Entre na conversa da comunidade