A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu nesta sexta-feira, 29 de maio, mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de valores contra membros de uma organização criminosa investigada pela prática reiterada do golpe conhecido como “golpe do paco”. A operação foi realizada pela 8ª Delegacia de Polícia, em diferentes regiões do DF e Entorno, resultando na prisão de mais dois suspeitos.
A ação ocorreu dias após a prisão em flagrante de quatro integrantes do grupo, na segunda-feira anterior. Na ocasião, policiais identificaram dois crimes cometidos no mesmo dia, em Cidade Estrutural e Planaltina, com o mesmo modo operandi já monitorado pela unidade. Os investigadores apontam atuação organizada e divisão de funções entre os envolvidos.
Prisões e desdobramentos
Segundo as investigações, o golpe envolve a simulação de perda de carteira ou pacote com dinheiro, seguido pela participação de um segundo criminoso que finge ser um desconhecido que encontra o objeto com a vítima. Em seguida, surge a cobrança de uma suposta recompensa pela honestidade demonstrada, para confirmar a fraude.
O civismo da farsa é reforçado por um envolvido que se dirige ao local de pagamento e deixa pertences sob a guarda da vítima, retornando com a promessa de dinheiro. A vítima, convencida, entrega bolsa, celular, documentos, cartões e dinheiro aos criminosos, que fogem com os bens.
As investigações indicam preferências por vítimas que acabaram de sacar dinheiro ou realizar movimentações financeiras, explorando momentos de distração e vulnerabilidade. As prisões e buscas ocorreram em Ceilândia, nas QNN 7 e QNN 21. Os dois presos têm antecedentes criminais, com passagem por tráfico de drogas e estelionato, respectivamente.
Medidas judiciais e histórico
Além das prisões, o Judiciário determinou o bloqueio das contas dos investigados para garantir eventual ressarcimento às vítimas. Após as primeiras prisões, novas ocorrências de golpes semelhantes foram relatadas, com pelo menos quatro delegacias da PCDF apurando casos relacionados à associação criminosa.
Parte do inquérito revela um histórico criminal considerável entre os envolvidos. Entre os quatro presos em flagrante na primeira fase, três possuem mais de dez passagens policiais, principalmente por crimes patrimoniais e fraudes. Um investigado acumula mais de 25 indiciamentos e 15 mandados de prisão anteriores, quase todos por estelionato. As pessoas identificadas nesta fase devem responder por estelionato e organização criminosa.
Continuidade das investigações
A PCDF informou que as investigações seguem para identificar outros integrantes, localizar novas vítimas e apurar ramificações da organização em outras áreas administrativas e unidades da Federação.
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