O quinto dia do julgamento de Jairinho e Monique Medeiros no caso Henry Borel trouxe o depoimento do perito Luiz Carlos Leal Prestes, testemunha do Ministério Público. O médico afirmou que as lesões da criança não resultaram de manobras de reanimação nem de acidente doméstico.
Prestes disse que Henry já chegava morto ao Hospital Barra D’Or. A temperatura de 34°C na emergência indicaria morte ocorrida entre duas e três horas antes do atendimento, segundo o perito.
A laceração hepática causou a hemorragia interna e ocorreu quando a criança ainda estava viva, afirmou. O especialista rejeitou a hipótese de acidente doméstico e disse que as lesões foram produzidas de forma independente, incompatíveis com uma única queda.
Ele afirmou que a queda da cama não explicaria a multiplicidade de ferimentos e apontou edema cerebral provocado por ações contundentes na cabeça. Marcas no nariz e nos lábios seriam associadas a tentativas de entubação durante a reanimação.
Durante a exibição das imagens das lesões, Monique deixou o plenário para atendimento médico. Ela não havia retornado até o fim da manhã. O depoimento segue como parte da etapa de testemunhos do Ministério Público.
O julgamento, que teve uma primeira sessão interrompida em março, prossegue após a defesa questionar provas digitais e perícias. A acusação sustenta que Henrique morreu em 8 de março de 2021 no apartamento da Barra da Tijuca.
Até o meio da manhã, onze das 27 testemunhas previstas já havia prestado depoimento. A expectativa é ouvir ainda nesta sexta o médico-legista indicado pela acusação, Luiz Airton Saavedra de Paiva.
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