O julgamento do ex-vereador Carlos Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e da professora Monique Medeiros chegou ao quinto dia nesta sexta-feira, 29. A disputa envolve a morte do filho de Monique, Henry Borel, em um caso de grande repercussão no Rio de Janeiro. O objetivo é ouvir todas as testemunhas e, depois, os réus, para a conclusão do veredicto.
O primeiro depoimento desta manhã foi do perito e médico legista aposentado Luiz Carlos Leal Prestes. Ele afirmou que a morte de Henry foi causada por espancamento e descartou acidente doméstico ou erro de atendimento médico como causas. Segundo Prestes, a morte foi lenta e agonizante, com múltiplas lesões incompatíveis com quedas ou manobras de ressuscitação.
O perito detalhou que Henry morreu por uma laceração no fígado que motivou hemorragia interna, provocada por uma ação contundente. A avaliação corrobora o relato da pediatra Maria Cristina de Souza, que atendeu a criança, ao afirmar que os hematomas não estariam ligados ao atendimento médico. Monique Medeiros desabou ao ver fotos do corpo durante o depoimento, recebendo atendimento médico no local.
Desdobramentos do depoimento
O depoimento reforçou a versão de que o ferimento grave ocorreu antes da admissão hospitalar. A defesa de Monique Medeiros sustenta que as lesões teriam outras origens, enquanto a acusação aponta responsabilidade de ambos os réus. O júri continua com a oitiva de testemunhas até o pronunciamento final.
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