No quarto dia do julgamento do casal Monique Medeiros e Jairo Sousa Santos Junior pela morte do menino Henry Borel, o perito Luiz Carlos Prestes apresentou explicações no II Tribunal do Júri. O foco foi a causa da morte e as causas associadas às lesões observadas no garoto.
Segundo Prestes, a lesão principal identificada foi uma hemorragia interna por dilaceração do fígado. Além disso, o laudo aponta que lesões na cabeça, edema cerebral e outras hemorragias também contribuíram para o desfecho fatal. O perito ressaltou que a posição e o tipo de manobra não explicam as lesões presentes.
O especialista explicou ainda que uma massagem cardíaca bem executada não poderia ter causado as lesões, pois age em outra região do corpo. Em complemento, a queda da cama também não seria responsável pela morte, já que a hemorragia ocorre apenas em pacientes vivos e Henry apresentava sinais de falência circulatória.
De acordo com a defesa, o Ministério Público afirma que Jairinho teria agredido a criança, com a mãe agindo de forma omissa. Mensagens trocadas pela babá teriam revelado que Monique foi avisada sobre a situação vivida pelo filho. O dia do óbito, segundo testemunhos, o menino foi levado ao hospital já sem vida pelo casal.
A necropsia realizada no hospital indicou 23 lesões no corpo de Henry Borel. O quadro clínico registrado no atendimento médico reforça a conclusão do exame balizado pela investigação em curso. A narrativa do dia reforça o papel do perito na elucidação das circunstâncias que cercam a morte.
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