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Prisão de Deolane Bezerra expõe atividades suspeitas e laços com o PCC

Prisão de Deolane expõe rede de empresas fachada, lavagem de dinheiro e vínculos com o PCC, ampliando o escrutínio sobre celebridades digitais

NA MIRA - A advogada, ao ser presa em São Paulo: investigação aponta dezenas de empresas e proximidade com Marcola
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A operação Vérnix, deflagrada pela polícia, aponta Deolane Bezerra como peça central de um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. A influencer e advogada foi presa recentemente e é alvo de investigações que envolvem diversas empresas, uso de laranjas e transações milionárias.

Segundo as apurações, a investigação começou em 2019, após uma carta encontrada no esgoto da penitenciária Maurício Henrique Guimarães Pereira, em Presidente Venceslau. O documento descreve compras de fuzis e cita uma transportadora próxima ao presídio.

A investigação indica que Bezerra abriu mais de 30 empresas para repassar dinheiro entre elas, dificultando o rastreamento da origem dos recursos. Vários estabelecimentos teriam sócios ocultos e sede em casas populares no interior paulista.

Entre os indícios estão veículos de luxo vinculados a Bezerra, com quatro carros apreendidos avaliados em mais de 5 milhões de reais. Um Cadillac Escalade, avaliado em 2 milhões, não circula comercialmente no Brasil, segundo a polícia.

A apuração também aponta ligações pessoais com familiares de líderes da organização criminosa e com operadores financeiros do PCC. Conversas e registros mostram contatos próximos com indivíduos ligados ao grupo.

Em março de 2024, Deolane já havia ficado detida por duas semanas em outro desdobramento da investigação, a operação Integration, que mirava esquemas de lavagem de dinheiro e apostas ilegais. O caso foi transferido à Polícia Federal.

Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que o cenário atual evidencia uma intrincada teia de empresas de fachada e pagamentos via fintechs. A falta de regras claras para influencers facilita operações financeiras complexas.

A cidade de Martinópolis, onde há registro de múltiplas empresas em nomes de terceiros, é citada pela investigação como exemplo da possível irregularidade. As apurações seguem em andamento para esclarecer origem e aplicação dos recursos.

A reportagem não conclui sobre culpabilidade de Bezerra; apenas informa que o processo envolve múltiplas frentes, incluindo registros de empresas, movimentações financeiras e ligações com o PCC. Novos desdobramentos devem ocorrer.

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