O Edise, Edifício-Sede da Petrobras, é um marco do centro do Rio de Janeiro. Inaugurado na década de 1970, o bloco retangular de concreto se tornou símbolo do modernismo e da engenharia brasileira, com área útil acima de 100 mil m².
O projeto nasceu de um concurso nacional vencido pelo arquiteto Roberto Luis Gandolfi. A proposta quebrou padrões da época ao apostar em um bloco maciço, com jardins suspensos que rompem a monotonia das torres espelhadas.
Os jardins suspensos aparecem nos vãos horizontais que cortam o edifício. Burle Marx assina o paisagismo, trazendo vegetação da mata atlântica para o interior de concreto, criando um contraste entre natureza e estrutura.
Desenho e inovação
A fachada de concreto bruto recebe brises de alumínio, que modulam a insolação na área interna. A obra, pesquisa pela engenharia, utilizou técnicas que asseguram vãos livres para os jardins sem comprometer a estabilidade.
Segundo registros do CREA-RJ, a construção empregou lajes nervuradas, brises e caixas de elevadores que funcionam como pilares de sustentação. Essas soluções permitiram a presença marcante de áreas abertas sem comprometer a estrutura.
Reforma e interior
Recentemente, o Edise passou pela maior reforma de sua história, adotando open space e atualizando ar-condicionado e sistemas de segurança. As mudanças visam eficiência energética e conforto para usuários internos.
Entre as novidades, destacam-se espaços colaborativos, iluminação de LED inteligente e sensores para reduzir consumo. A acessibilidade também ganhou rampas e elevadores modernos, assegurando livre circulação.
Impacto urbano e cultural
O Edise molda a paisagem do centro do Rio e aparece em conteúdos audiovisuais como símbolo de força corporativa. Seu contraste com arcos da Lapa expressa a evolução do urbanismo da cidade, unindo brutalismo e memória histórica.
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