Julio Le Parc, artista argentino-patente como pioneiro da arte cinética, morreu aos 97 anos nesta terça-feira (30 de maio) em Paris, na França. O falecimento foi confirmado por seu filho, Yamil Le Parc, à revista La Nación. O artista estava hospitalizado há dias devido a uma piora de saúde.
Le Parc se destacou por mobiles, instalações de luz e ambientes participativos que redefiniram a relação entre obra e público. Seu trabalho transformava visitantes em parte ativa da experiência, usando espelhos, movimento e iluminação para criar percepções mutáveis.
Nascido em 23 de setembro de 1928, em Palmyra, Mendoza, Le Parc chegou a Paris em 1958 com bolsa do governo francês. Em 1966 ganhou o Grand Prize for Painting na Bienal de Veneza, impulso que consolidou sua influência na arte contemporânea.
Legado e momentos-chave
Ao longo de mais de seis décadas, desenvolveu séries como Modulation e Alchemy, explorando mudanças sutis de cor e geometria. Decisões políticas também orientaram sua prática, com críticas a autoridades e à hierarquia museal, sempre priorizando a experiência do público.
Nos últimos anos, Le Parc manteve a produção e colaborou com os filhos Juan, Gabriel e Yamil. Em 2024, recebeu o Grand Prize for Lifetime Achievement da Argentina. A mostra póstuma acompanha a história de quase sete décadas de inovação.
A nota de falecimento ocorre pouco antes da abertura de uma retrospectiva no Tate Modern, em Londres, programada para 11 de junho. A exposição acompanha obras desde os anos 1950 até a produção mais recente, reforçando o papel de Le Parc na definição da participação do público na arte.
Le Parc deixou a esposa, Martha Le Parc, falecida em março de 2025, e três filhos envolvidos na continuidade de seu legado. O impacto de sua prática permanece na renovação de espaços expositivos e na ideia de que a experiência artística é compartilhada.
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