O reitor da USP, Aluisio Segurado, afirma que a greve de estudantes, com mais de um mês de duração, tende a terminar nos próximos dias. Ele atribui a desmobilização aos próprios grevistas e diz que várias reivindicações já foram atendidas, segundo dados compartilhados em entrevista ao Estadão. O reitor também criticou a violência da ação policial que desalojou ocupantes do prédio da reitoria no início do mês.
Segurado diz ter participado de negociações e destaca que o movimento tem um componente político, alvo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O reitor afirma que não é servo de governo e ressalta seus 51 anos de atuação na universidade. O presidente estadual foi citado em críticas de que haveria favorecimento à gestão governamental.
Em relação aos acontecimentos recentes, o reitor detalha conquistas como reajuste do auxílio permanência para 912 reais, melhorias no transporte, criação de grupos de trabalho para moradia estudantil e uma nova possibilidade de bolsa para o primeiro ano, com potencial total de 1.600 reais mensais. Ele afirma que, mesmo com avanços, possíveis ajustes já foram concluídos com rapidez.
Desdobramentos da negociação
O reitor sustenta que a greve não representa a maioria dos estudantes, citando baixa participação nas votações de colegiados centrais. Ele aponta que a adesão de unidades varia e que algumas faculdades já retomaram as atividades, com reabertura de portas em Direito, Medicina e Escola Politécnica.
Apoio à permanência, alimentação adequada e moradia digna aparecem entre as pautas centrais discutidas com a gestão. O reitor comenta que iniciativas como a inclusão de linhas de ônibus gratuitos estão em discussão com a SPTrans, já contempladas na renovação de contratos para o período letivo seguinte.
Situação atual e próximos passos
Segundo Segurado, o calendário de reposição de conteúdos será adaptado por unidade, levando em conta o tempo de greve. Ele afirma que as aulas deverão ocorrer durante as férias de julho, ainda que haja perdas de conteúdo. A expectativa é de que gradualmente as atividades voltem ao normal à medida que os alunos retornem.
O reitor reforça que houve diálogo contínuo desde o início da paralisação, com reuniões que somam dezenas de horas. Ele afirma ter encorajado o retorno dos estudantes e destaca que ações já avançadas deverão entrar em prática de forma mais ampla nos próximos dias.
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