Um delegado e dois policiais civis da Paraíba foram presos nesta terça-feira, 2 de junho, em João Pessoa, durante a Operação Perfídia. A prisão ocorreu após uma denúncia de um integrante de organização criminosa ter levado a investigações, segundo a Polícia Civil.
A apuração começou em fevereiro de 2025, quando o traficante afirmou que entorpecentes armazenados por ele teriam sido retirados por policiais. Investigadores reuniram provas ao longo de cerca de 15 meses, indicando um esquema de tráfico combinado com corrupção.
Prisões e mandados
Ao todo, foram cumpridos 9 mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e o bloqueio de aproximadamente 10 milhões de reais em contas e bens dos investigados. Entre os detidos está o delegado Braz Morroni, titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio de João Pessoa, além dos agentes Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como Bomba, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, apelidado Mão Branca.
Estrutura do esquema
As investigações apontam parceria entre traficantes e policiais. Oficiais teriam utilizado recursos do Estado para facilitar atividades criminosas, com funções definidas dentro do grupo: um agente articulava com traficantes, outro monitorava carregamentos, ocultação de drogas e logística.
Desdobramentos
Parte das drogas apreendidas não seguiu para os procedimentos legais, retornando ao mercado ilícito por meio de criminosos ligados ao grupo. Indícios indicam ainda retirada de entorpecentes armazenados pela própria polícia antes do processo de incineração.
Envolvimento do denunciante
Curiosamente, o traficante que fez a denúncia também foi alvo da operação e acabou preso durante o cumprimento dos mandados. As investigações continuam para identificar outros possíveis participantes e dimensionar a extensão do esquema criminoso.
Entre na conversa da comunidade