A Adidas enfrenta acusações de exploração trabalhista e apropriação cultural relacionadas a uma coleção de uniformes da seleção mexicana. O lançamento, apresentado como uma homenagem às tradições locais, envolve bordadeiras da comunidade indígena de Naupan, em Puebla, México. As denúncias apontam remuneração baixa, promessas não cumpridas de seguro médico e uso não autorizado de técnicas e imagens culturais.
Segundo as informações, artesãs teriam recebido 36 pesos mexicanos por hora, o que corresponde a cerca de R$ 10 por uma jornada de oito horas. Além disso, haveria descumprimento de uma promessa de seguro médico para familiares. A matéria foi inicialmente publicada pelo portal Processo, no México.
A polêmica vai além da remuneração: críticos afirmam que a coleção utiliza o nome e a imagem da comunidade para vender uma narrativa de valorização cultural, sem respeitar as técnicas tradicionais de bordado. Especialistas contestam a procedência de alguns desenhos aplicados às peças.
Impacto cultural e comercial
A reportagem sustenta que os desenhos não pertencem à iconografia local e que os métodos empregados divergem da tradição centenária da região, gerando questionamentos sobre legitimidade e autoria.
Reação institucional e próximos passos
A Adidas não divulgado posicionamento público até o momento. A Secretaria de Cultura do México informou que só pode agir mediante denúncia formal das artesãs, o que ainda não ocorreu. As artesãs, por ora, não confirmam detalhes adicionais.
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