João Gualberto de Carvalho Meneses, referência na defesa da educação pública, morreu no dia 8 de maio aos 97 anos, em São Paulo. Ele dedicou mais de sete décadas à melhoria da qualidade do ensino e ocupou diversas funções relevantes na educação brasileira. A morte encerra uma trajetória marcada pela atuação na educação básica, na universidade e em órgãos de conselho.
Nascido em Santos, no litoral de São Paulo, Meneses mudou-se para a capital na adolescência para cursar o normal. Iniciou a carreira como professor primário e, posteriormente, atuou na rede estadual ensinando administração escolar nos cursos de magistério. Em seguida ingressou na USP, no departamento de Administração Escolar e Economia da Educação, onde também orientou programas de pós-graduação.
Ao longo da vida, foi presidente e membro de conselhos importantes, incluindo o Conselho Municipal de Educação e o Conselho Estadual de Educação. Também presidiu a União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação e integrou o CPP, o Centro do Professorado Paulista. No governo municipal, esteve à frente da Educação de São Paulo por dois anos.
Trajetória institucional
Durante a gestão como secretário municipal de Educação da cidade de São Paulo, nomeado pelo então prefeito Celso Pitta, defendeu pautas consideradas polêmicas na época, como a implantação do ensino fundamental de nove anos e a articulação federativa para o atendimento educacional. Sob sua gestão, ocorreu o primeiro processo de matrícula conjunta informatizada entre as redes municipal e estadual.
Carvalho Meneses manteve atuação ativa após deixar a USP, permanecendo envolvido em conselhos e na academia. Amigos e colegas destacam seu olhar crítico sobre desigualdades educacionais e seu empenho em formar bons docentes, legado que deixou para a educação paulista.
Deixa a esposa Dora, duas filhas e netos. A comunidade educacional lembra a dedicação dele ao longo de mais de 70 anos de atuação.
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