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Trojan bancário usa INSS como isca para roubar dinheiro

Trojan BeatBanker usa INSS como isca para instalar-se no celular, interceptar transações e acessar apps bancários, segundo especialistas

Trojan bancário usa INSS como isca para roubar dinheiro de vítimas — Foto: Mariana Saguias/TechTudo
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BeatBanker, um trojan bancário voltado a dispositivos Android, é utilizado por cibercriminosos para aplicar golpes financeiros em brasileiros. A isca é o uso do INSS para induzir a instalação de um aplicativo malicioso.

O golpe se espalha por meio de um site falso que imita a Google Play Store, oferecendo o app malicioso chamado INSS Reembolso. Após a instalação, o malware passa a operar em segundo plano, interceptando transações e até minerando criptomoedas.

Especialistas da Kaspersky, em entrevista ao TechTudo, descrevem que o BeatBanker atua de forma silenciosa no celular, buscando abrir apps financeiros e sobrepor telas para alterar transferências. O objetivo é desviar recursos.

Como o golpe funciona

O ataque começa com a vítima acessando a página falsa por SMS, WhatsApp, redes sociais ou anúncios. A página induz o download de um APK fora da loja oficial, exigindo a liberação de fontes desconhecidas.

Ao permitir a instalação, o BeatBanker contorna filtros da Play Store e permanece ativo. Em alguns casos, o malware também aparece em versões de teste dentro da loja oficial, acessíveis por links diretos.

O trojan utiliza um recurso de áudio quase imperceptível, conhecido como beat silencioso, para manter-se ativo em segundo plano. Quando detecta uma operação, surgem telas falsas sobre a interface do banco.

Impactos e capacidades do malware

O BeatBanker pode capturar dados digitados, senhas, PINs e padrões de desbloqueio. Além disso, ele pode gravar áudio e vídeo com as câmeras do aparelho e monitorar grande parte da atividade do usuário.

O malware atua como um recurso de acesso remoto (RAT), permitindo que criminosos controlem o dispositivo à distância e executem operações fraudulentas sem a interação da vítima.

Crimes comuns incluem transferência fraudulenta, desvio de Pix e, em alguns casos, mineração de Monero. Esses atos podem causar superaquecimento do dispositivo e queda de desempenho.

Sinais de golpe e como se proteger

Urgência é o principal sinal de golpes ligados ao INSS. Taxas, bloqueio de benefício ou promessas de reembolso com prazos curtos costumam pressionar a vítima a agir sem checagem.

Desconfie de URLs suspeitas, permissões excessivas e apps fora de lojas oficiais. Em ligações, golpes costumam usar temas como prova de vida ou regularização cadastral para obter dados.

O INSS não solicita senhas, documentos ou pagamentos por telefone. Em caso de dúvida, encerre o contato e acesse Meu INSS ou o portal do Governo Federal.

O que fazer após suspeitas

Se notar movimentações não reconhecidas, desconecte o celular da internet. Remova o app suspeito, rode uma varredura com antivírus confiável e troque senhas de contas bancárias.

Entre em contato com o banco para bloquear transações e monitore movimentações. Registrar boletim de ocorrência ajuda na contestação junto à instituição.

Para reduzir riscos, baixe apps apenas em lojas oficiais, evite APKs por links e mantenha sistema e apps atualizados.

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