Marjane Satrapi, escritora e criadora da graphic novel Persépolis, morreu nesta quinta-feira (4) em Paris, aos 56 anos. A causa foi descrita como morte de tristeza, segundo comunicado de pessoas próximas à AFP.
A morte ocorreu pouco mais de um ano após o falecimento do marido, Mattias Ripa, produtor, ator e diretor sueco, que morreu em abril de 2025. Não foram divulgadas novas informações sobre a causa do falecimento dele nem de Satrapi.
Satrapi ganhou reconhecimento global pela obra Persépolis, que retrata a juventude no Irã pós-Revolução Islâmica e a resistência a regimes autoritários. A graphic novel integrou o ranking do New York Times como uma das cem maiores obras do século.
Na prática cinematográfica, a história ganhou adaptação em filme de animação, recebendo o Prêmio do Júri em Cannes e uma indicação ao Oscar de Melhor Animação. Ela também ficou conhecida por defender liberdades individuais e direitos humanos.
O presidente Emmanuel Macron prestou homenagens à artista, descrevendo seu legado como memória de infância transformada em mensagem universal. Satrapi deixa uma trajetória marcada pela defesa de liberdade e dignidade humana.
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