O pai de Henry Borel reagiu com revolta ao perdão judicial concedido à Monique Medeiros, mãe da criança morta aos 4 anos. Leniel Borel afirmou que o veredito representa insegurança para famílias que buscam proteção e responsabilização. A decisão foi anunciada no fim do julgamento.
Segundo Borel, a decisão abre precedente para que mães possam agredir ou matar filhos, o que ele considera grave falha do tribunal. O ex-vereador ressaltou que Henry simboliza as vítimas diárias de violência contra crianças e pediu reflexão da sociedade.
A magistrada Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri do Rio, justificou o perdão judicial pela suposta necessidade de punir já excessivamente Monique. Ela também criticou a reação desproporcional nas redes sociais, classificada como discriminatória.
Contexto do perdão e desdobramentos
Monique Medeiros foi condenada por omissão diante da tortura sofrida pelo filho e teve a pena de um ano e quatro meses de prisão considerada cumprida. O júri afastou a acusação de homicídio doloso, reclassificando o caso como homicídio culposo, o que levou ao perdão judicial.
Ainda conforme o veredito, cabe à presidente do júri decidir sobre a responsabilização da ré, e a juíza extinguiu a punibilidade. Monique deixou a prisão após a sentença e celebrou a decisão no tribunal.
O advogado de Leniel afirmou que o recurso será apresentado para anular o julgamento e sustentar a condenação de Monique por homicídio. A defesa busca manter responsabilidade penal pela omissão e por atos relacionados ao caso.
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