Marc Bloch, historiador francês, recebe cenotáfio no Panteão de Paris. A honraria foi anunciada pelo governo na celebração de 80 anos da libertação de Estrasburgo, na França. A decisão preserva a memória de quem enfrentou riscos na Segunda Guerra Mundial para defender a verdade.
Conhecido por obras como A Sociedade Feudal e Os Reis Taumaturgos, Bloch ficou famoso entre estudantes pelo livro Apologie pour l histoire ou métier d historien. Sua visão questiona o positivismo e a ortodoxia marxista, propondo uma nova compreensão da história.
Ao lado de Lucien Febvre, fundou a Escola dos Annales em 1929, que valorizava a história das mentalidades. Nascido em Lyon, cresceu em meio ao caso Dreyfus e participou da Primeira Guerra, destacando-se na Batalha do Marne.
Homenagem no Panteão
Durante a libertação de Estrasburgo, o governo francês decidiu homenagear Bloch no Panteão. O cenotáfio será instalado no histórico templo, que abriga personalidades como Voltaire, Hugo, Diderot, Zola e Marie Curie.
A família pediu que a cerimônia respeitasse a memória de Bloch e de sua esposa, Simonne Vidal, falecida em 1944. Os descendentes também pediram que membros da extrema direita não participassem do ato.
Bloch foi preso pela Gestapo em Lyon, torturado e morto a tiros em junho de 1944. Sua atuação como(maquisard) e sobrevivência ao ambiente hostil da ocupação alemã o tornou símbolo de resistência e integridade intelectual.
O legado do historiador inclui a defesa da ética na pesquisa e a crítica a abordagens que reduzem o passado a dados frios. Para muitos, ele representa a coragem de manter a verdade mesmo sob risco extremo.
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