Protestos no México ganham contornos de crise política às vésperas da Copa do Mundo FIFA 2026. Professores da CNTE paralisam atividades nacionais, ocupam áreas públicas e promovem manifestações no centro de Cidade do México. O protesto envolve reivindicações salariais e de previdência.
A greve, anunciada no dia 1º de junho, atraiu milhares de manifestantes no centro histórico. Ocupações, bloqueios de vias e confrontos com forças de segurança foram relatados, com uso de gás lacrimogêneo e intervenção policial. O episódio atingiu áreas administrativas estratégicas.
Antes da abertura do torneio, a CNTE elevou a pressão com ações no Zócalo e na fan zone destinada aos torcedores, comprometendo a programação oficial. O cerco ao Ministério da Educação também foi registrado por parte dos militantes, com danos a estruturas.
Reivindicações e negociação
A CNTE exige reajuste salarial substancial e melhoria nas regras de aposentadoria, citando defasagem frente à inflação. O governo sinalizou abertura a negociações, recusando aumentos máximos por não caberem no orçamento. Trabalhadores pleiteiam reajuste de até 100% em alguns casos.
Impactos e leitura política
Empresas locais registraram perdas econômicas devido a vandalismo, bloqueios e suspensão de operações. A cidade vive tensão com previsão de grande fluxo turístico durante a Copa, o que pressiona autoridades a buscar soluções rápidas.
As manifestações ocorrem em meio a debates sobre a condução política do governo de Claudia Sheinbaum. A imprensa diverge entre entender as ações como expressão social e críticas à estratégia do governo, sem confirmar uma linha única de atuação.
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