Em 16 de agosto de 2000, um Boeing 737 da Vasp foi sequestrado no Paraná durante o voo 280, que de Foz do Iguaçu seguiria a Curitiba. O objetivo era levar malotes com dinheiro do Banco do Brasil, estimados em cerca de 5,56 milhões de reais.
Na ação, cinco criminosos armados tomaram a cabine e forçaram o desvio de rota. A aeronave pousou em Porecatu, no norte do Paraná, onde os malotes foram carregados em duas caminhonetes Ford Ranger.
Não houve mortes nem feridos. A tripulação foi libertada e os passageiros seguiram viagem após perícias no aeroporto de Londrina. A investigação envolveu a Polícia Federal e resultou na prisão de alguns envolvidos, incluindo Gerson Palermo, conhecido como Pigmeu.
Condenações e desdobramentos
Gerson Palermo foi condenado, em 2001, a 20 anos e seis meses por roubo qualificado, atentado contra a segurança de transporte aéreo e formação de quadrilha, em ação ligada ao sequestro.
Palermo teve a pena ampliada por tráfico de drogas, chegando a mais de 100 anos de prisão. Em 2020, foi colocado em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, rompeu o dispositivo e permaneceu foragido até ser capturado na Bolívia em maio de 2026.
Relação com o caso atual
Hoje, o desembargador Divoncir Schreiner Maran é investigado por suspeita de conluio com o sequestrador, apontado como ligado ao PCC. A operação de 2000 continua como marco do caso envolvendo o grupo criminoso e a responsabilidade de autoridades.
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