Harriet Mansell, chef natural de Devon, comanda o restaurante La Closerie de la Beyne, na região de Dordogne. No perfil desta entrevista, ela fala sobre sua busca por sabores intensos, os vínculos entre comida, medicina e nutrição, e como a cozinha pode refletir a natureza.
A cozinheira descreve um percurso que cruza cozinhas ao redor do mundo, incluindo Noma, em Copenhague. Para ela, ingredientes selvagens têm mais do que sabor; carregam propriedades nutricionais e conceitos medicinais ancestrais que conectam pessoa e ambiente.
A prática de yin breathwork ajuda Mansell a manter a calma no ambiente da cozinha. Segundo ela, o estresse do serviço e a pressão financeira da hospitality exigem técnicas de regulação emocional para uma atuação mais consciente.
Vínculos regionais e a vinicultura da Dordogne
Ela destaca vinhos do entorno, especialmente de produtores que trabalham com intervenção mínima. As bebidas, segundo a chef, equilibram terroir com elegância, complementando pratos criados com nozes, frutos da estação e ervas silvestres da região.
Na prática profissional, Mansell diz que o foco é entender o que cresce localmente e como culturas distintas encaram a comida. O estilo próprio nasce do contato com o ambiente, sem sobrepor a tradição local.
Devons e a vida profissional
Entre as especialidades locais, ela elogia o famoso creme de Devon, com a regra clássica de creme primeiro. Além disso, aponta a relação honesta do campo com o mar na região, que inspira ingredientes simples e de qualidade.
Questionada sobre o fechamento de seus restaurantes, Lilac e Robin Wylde, nos anos anteriores, a chef afirma que é parte do ciclo criativo. Fechar espaços abre espaço para novas oportunidades e aprendizados.
Olhar para o futuro
O sonho de Mansell é manter a curiosidade e a conexão com a natureza, com pessoas e consigo mesma. A meta é seguir explorando sabores autênticos enquanto compartilha aprendizado e inovação na gastronomia.
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