O Ibama apreendeu 104 toneladas de pescado ilegal no litoral do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira. A ação envolveu uma embarcação de pesca de arrasto, cuja atividade é proibida na área do Parque Nacional Marinho do Albardão. A fiscalização resultou em multa de 6 milhões de reais.
A operação faz parte da primeira fase da Operação Mugil, que busca proteger a tainha (Mugil liza) nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. O trabalho começou em maio e segue até julho, com participação de diferentes órgãos.
A fiscalização teve início na Lagoa dos Patos, maior criadouro da espécie na região, e seguiu pelo canal e pela desembocadura do Estuário, onde a pesca de emalhe é proibida. O local é passagem de migração dos cardumes.
Ação e resultados
No total, foram registrados 36 autos de infração, com multas acumuladas de 6 milhões de reais. Além disso, foram apreendidos 104 toneladas de pescado, 32 redes, 7 embarcações e 5 veículos, além de 9 termos de suspensão de atividade.
Repercussão e contexto
A operação também visou coibir irregularidades como transporte de pescado com comprovante de origem inválido, pesca sem autorização e captura de fauna aquática ameaçada. A fiscalização ocorreu ainda em Laguna e Imbituba, em Santa Catarina, regiões com histórico de ilegalidade na safra da tainha.
Sobre a tainha
A tainha é uma espécie com forte importância econômica e cultural, hoje entre os recursos pesqueiros mais regulados do Brasil. As medidas incluem cotas, áreas de exclusão, controle de esforço e períodos de captura por frota, para evitar sobreexploração.
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