Monique Medeiros ganhou perdão judicial e foi liberada poucos dias após a conclusão do julgamento sobre a morte de Henry Borel. O caso ganhou destaque no dia em que o veredito foi anunciado, elevando ainda mais o interesse público sobre o desfecho da Justiça.
O tribunal acionou penalidades contra o padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, que recebeu a pena de 43 anos, 9 meses e 20 dias pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação. Já Monique Medeiros recebeu o perdão judicial e saiu em liberdade no mesmo dia.
A decisão ocorreu quatro dias após o encerramento do julgamento, realizado em maio de 2021, no qual Henry Borel, então com quatro anos, morreu em um apartamento na cidade. A vítima estava no imóvel acompanhado da mãe e do padrasto.
Declarações do pai de Henry Borel
Leniel Borel criticou a decisão que favoreceu Monique Medeiros, afirmando que a mãe não protegeu a criança e que houve tratamento diferenciado na condução do caso. Ele pediu a anulação do júri e indicou que permanece em busca de determinantes para o desfecho.
O pai afirmou que durante o julgamento houve evidências de que Monique e Jairo estavam acordados no momento da morte, contrariando versões apresentadas pela defesa. Segundo ele, o horário estimado pela perícia aponta para uma janela entre 23h30 e 3h, com passos relevantes de ambos no apartamento.
Leniel relatou ainda que Monique não condenou o padrasto e sugeriu que houve falas que indicaram que Jairo poderia ter utilizado medicamento para adormecer a mãe. Ele reforçou que as informações levantadas pelo Ministério Público foram fundamentais para o questionamento sobre o andamento do caso.
Ele destacou episódios de agressões relatados pelo filho, afirmando que Monique poderia ter agido de maneira mais firme para protegê-lo. O pai também mencionou outras situações de tortura atribuídas ao padrasto, citando datas e ocorrências descritas no decorrer do júri.
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