Um educador veterano mudou de carreira aos 51 anos, após um insucesso empresarial. Ele deixou a produção de mídia para trás e entrou na formação de professores, buscando ensinar em escolas públicas de Melbourne.
O primeiro contato ocorreu no Parkville Youth Justice Precinct, instituição de justiça juvenil de alta segurança. Em seu primeiro dia, o ambiente foi tenso e o relato de ameaças não demorou a aparecer.
A turma inicial tinha jovens de 15 anos, com resistência e violência verbal. O professor planejou uma aula de poesia, mas o grupo reagiu com insultos e respostas secas.
Um momento marcou o começo da transformação. Jimmy, 15, com dificuldades de leitura, resistia ao início da aula, até que o professor leu em voz alta para ele o livro Horrid Henry.
Ao perceber que Jimmy acompanhava, o aluno expressou o desejo de aprender a ler. A partir daí, as sessões passaram a focar na leitura, com avanços no ritmo de alfabetização.
Após algumas semanas, Jimmy foi transferido do park para outra unidade. Um relatório da assistente social indicou progresso consistente na leitura e na adaptação social.
O educador passou dois anos no Parkville e, por motivos de saúde, pediu demissão. Hoje leciona no campus de North Melbourne da Saints College, escola flexível para adolescentes.
A trajetória do professor evidencia que jovens em conflito não são intrinsecamente irredimáveis. A experiência inclui também ações de estudantes que promovem bibliotecas e participação comunitária.
Em meio à história pessoal, o relato cita ainda a importância de mudanças de carreira que reacendem a paixão pelo trabalho. O professor ressalta o valor de abordar cada aluno com empatia.
Entre na conversa da comunidade