O RH está passando por transformações profundas, impulsionadas pela digitalização, pelos novos modelos de trabalho e pela escassez de talentos. A área ganha protagonismo na sustentação, na adaptação e na execução da estratégia das empresas, segundo especialistas.
A discussão aponta que a evolução ocorre em ritmo desigual entre as organizações. Pesquisas indicam que metade dos CEOs espera que o RH atue como estrategista, mas apenas uma parcela dos líderes de RH se sente preparada para esse papel.
Dados de pesquisas recentes reforçam o cenário. Desafios como cultura organizacional, desenvolvimento de lideranças e automação de processos aparecem como entraves para consolidar um RH mais estratégico. O estudo também mostra variações de maturidade entre as empresas.
A visão de especialistas ressalta que mudanças no ambiente de trabalho e na transformação digital redefinem o perfil buscado para cargos estratégicos no RH. Profissionais passam a combinar sensibilidade humana, visão de negócio e forte capacidade analítica.
Segundo a transmissão de práticas, há cada vez mais abertura para perfis híbridos que unem operação, estratégia e tecnologia. No entanto, ainda há lacunas: papel bem definido, maturidade da liderança e autonomia do RH para influenciar decisões.
A Myndz Expert Recruitment aponta que temas como planejamento de força de trabalho e desenho organizacional ganham destaque na pauta de boards. A prática ainda enfrenta gap entre discurso e implementação efetiva.
Em síntese, a transformação do RH avança, mas de forma desigual, exigindo maior alinhamento entre liderança, cultura e capacidades de execução. A tendência é que o RH alcance maior protagonismo na arquitetura organizacional e na estratégia corporativa.
fonte: entrevistas com a Myndz Expert Recruitment, pesquisas da FIA Business School em parceria com a Flash, ABRH Brasil com a Umanni, USP e ANPAD; levantamento Mercer sobre 109 empresas brasileiras.
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