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Jovens definem o futuro que desejam

Jovens pedem voz nas decisões corporativas e apontam governance, liderança e comunicação como caminhos, citando conselhos de jovens como modelo

Jovens querem ser ouvidos — Foto: Pexels
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A Fundação Dom Cabral promoverá, em agosto, a celebração de 50 anos. O evento incluiu um estudo com jovens para ouvir suas visões sobre o futuro. A pesquisa combinou questionário e encontro presencial para aprofundar reflexões.

A amostra avaliou quais negócios ajudam um futuro positivo. A Natura apareceu como referência de contribuição ética e sustentável. Em contraste, o setor de mineração foi apontado como responsável por caminhos menos desejáveis.

Durante o encontro, os jovens responderam sobre o que enxergam ao pensar na mineração. A percepção incluiu referências a grandes desastres ocorridos no Brasil, associando a atividade a impactos ambientais graves.

Os participantes reconheceram a necessidade da mineração para a tecnologia e a transição energética, mas questionaram o modelo de atuação. A pergunta central foi: que tipo de mineração será viável no futuro?

Governança

Os jovens avaliam como as decisões são tomadas e o nível de risco aceito pela empresa. A ideia é evitar fatalidades e prever impactos sociais, mesmo diante de inovação e erro.

Liderança

Mencionaram figuras como Elon Musk e Guilherme Leal como exemplos de estilos distintos. Os jovens destacaram que líderes devem alinhar prática e valores, especialmente em negócios de impacto.

Lugar de fala

Há ceticismo com a comunicação corporativa. Para entender o desempenho real, eles confiam mais em clientes, parceiros e ex-funcionários do que em relatórios oficiais.

A conclusão prática apontada é simples: as empresas precisam ouvir mais os jovens. Uma participante afirmou sentir-se excluída das decisões que moldam o futuro, enquanto outra reforçou que a voz jovem pode ampliar horizontes empresariais.

Como exemplo inspirador, o CEO da Itaminas, Thiago Toscano, convidou o grupo a ajudar a estruturar um Conselho de Jovens. A medida já é adotada por Lego, Snapchat, Microsoft e Pentland Brands.

A pergunta para executivos permanece: se os jovens viverão mais tempo com as consequências das decisões, por que têm pouca influência hoje? A reportagem segue acompanhando a evolução dessas iniciativas.

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