Orlando Senna, cineasta baiano e codiretor de Iracema – Uma Transa Amazônica (1975), morreu aos 86 anos nesta terça-feira, 9. A informação foi confirmada pela sobrinha Indra Rocha e divulgada nas redes do artista. A causa da morte não foi informado.
Natural de Lençóis, na Chapada Diamantina, Senna iniciou no audiovisual como assistente de Roberto Pires em Tocaia no Asfalto (1962) e estreou como diretor de longas com A Construção da Morte (1969). Sua obra ajudou a moldar o cinema nacional.
Trajetória cinematográfica
Senna codirigiu Iracema ao lado de Jorge Bodanzky, obra que se tornou referência do cinema brasileiro. Entre seus outros filmes estão Gitirana (1976) e Diamante Bruto (1977). Também escreveu roteiros para Héctor Babenco, Geraldo Sarno e Ruy Guerra.
Seu último filme, Longe do Paraíso (2020), contou com roteiro inspirado em José Saramago e levou mais de duas décadas para ser lançado. Além da direção, o cineasta atuou como roteirista de diversas produções.
Atuação na gestão cultural
Além da produção, Senna teve papel relevante na gestão cultural. Em 2002 atuou como subsecretário de Audiovisual da Secretaria de Cultura do Rio de Janeiro. No ano seguinte, transferiu-se para a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura.
Entre 2007 e 2008, ocupou a direção-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e participou do desenvolvimento da TV Brasil. A imprensa e a Secretaria de Cultura da Bahia registraram o pesar pela perda.
Legado e reconhecimento
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia destacou que Senna deixou marcas na cultura brasileira por meio de suas obras e pelo incentivo a novos profissionais do audiovisual. O pensamento e a dedicação do cineasta são lembrados pela comunidade cultural.
Entre na conversa da comunidade