Brenda Larissa Maia, de 32 anos, faleceu após registrar denúncias sobre a falta de médicos e a demora no atendimento em uma UPA de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O incidente ocorreu na madrugada de domingo, 7, e é alvo de investigação.
Ela chegou à unidade na tarde de sábado, por volta das 14h30, com fortes dores no peito. A família relata histórico de fibromialgia e cardiopatia, e Brenda passou pela triagem, permanecendo aguardando avaliação médica. Ao longo da noite, o estado de saúde dela se agravou, recebendo oxigênio.
Ainda na madrugada, Brenda gravou vídeos dentro da UPA denunciando a ausência de profissionais e a demora no atendimento. Em uma das mensagens, afirmou que as salas estavam vazias e que médicos estavam em descanso. Em outra gravação, fez apelo às autoridades da região.
Horas depois, Brenda passou mal, desmaiou dentro da unidade e morreu. A família afirma ter ocorrido negligência médica e cobra respostas sobre as circunstâncias do atendimento.
A Prefeitura de Ribeirão das Neves, pela Secretaria Municipal de Saúde, divulgou nota lamentando a morte e informou que abriu apuração rigorosa dos fatos. O objetivo é esclarecer as circunstâncias e, se houver, tomar as medidas cabíveis.
Entre mensagens trocadas com a mãe, Brenda pediu que não autorizasse a ventilação mecânica caso fosse solicitado. Ela mencionou piora da saturação de oxigênio e do estado cardíaco, segundo o relato familiar.
O corpo foi enterrado nesta terça-feira, 9, no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia. A família afirma ter recebido versões distintas sobre a causa do óbito e pediu análise do Instituto Médico Legal para elucidar o caso.
A família aguarda os próximos passos da investigação, incluindo documentos médicos e depoimentos, para esclarecer se houve falha no atendimento na UPA. O IML deve oferecer laudos técnicos que subsidiem as apurações.
Entre na conversa da comunidade