Pouco resta da atmosfera do antigo estádio Råsunda, palco da final da Copa de 1958, em Solna, próximo a Estocolmo. Hoje, o terreno abriga o bairro Kvarteret Lagern, com escola, praças públicas, comércio e espaços comunitários.
A transformação ocorreu após a demolição do estádio, em 2013, substituído por um conjunto urbano que busca moradias, áreas de convivência e infraestrutura sustentável. O Råsunda sediou a final da Copa do Mundo masculina de 1958, com a seleção brasileira vencendo a Suécia por 5 a 2, com Pelé em ação aos 17 anos.
Do estádio à nova lógica de uso, o espaço foi reconfigurado para atender crescimento populacional da região metropolitana de Estocolmo, mantendo memória histórica por meio de referências no bairro. O conjunto integra moradias, escolas, praças e comércios.
Do estádio à sustentabilidade
Na prática, o projeto prevê entre 600 e 700 unidades habitacionais, com entrega prevista até o fim da década. Infraestrutura de drenagem e áreas verdes ajudam a enfrentar eventos climáticos extremos. Pedestres e ciclistas ganham priorização nas vias.
Ao centro, a Rasunda Torg, praça pública, funciona como espaço de convivência. Bicicletas, mesas ao ar livre e atividades ao ar livre compõem o cotidiano do local, que ganhou sinalização memorial. Elementos artísticos reforçam a memória esportiva da região.
O contraste entre passado e presente
Ruas recebem nomes que homenageiam o futebol e figuras ligadas ao AIK e à seleção sueca. Uma instalação artística próxima carrega o nome de Pelé, imortalizado no mosaico Stjärnskott, com mais de 4.400 m² de referências ao esporte e à história local.
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