Gabrielly Joice Pereira Brito, 22 anos, relata que o ex-companheiro e pai de seus filhos invadiu a casa em Taubaté, interior de São Paulo, várias vezes e a ameaçou de morte. O ocorrido ganhou destaque após o queixa pública nas redes sociais, com imagens dos estragos.
A mulher afirma que o relacionamento começou em março de 2024 e que, apesar de parecer tranquilo no início, o ex passou a apresentar comportamentos agressivos após o nascimento do segundo filho, em 2025. Ela descreve traições desde o início do namoro.
Em junho, o ex invadiu a residência pela quarta vez, destruindo móveis, vidros, o chuveiro e parte da estrutura da casa, além de pichar as externas. Gabrielly relata que ficou sem segurança e sem uma moradia estável. O bebê Hariel tem 10 meses.
Medidas e buscas por amparo
A diarista registrou boletins de ocorrência a cada invasão e acionou a polícia, porém aponta demora na atuação e diz não ter visto o mandado de prisão ainda. Ela também solicitou uma medida protetiva e iniciou um processo judicial contra o ex.
Gabrielly busca abrigo seguro para o filho, que depende de rotina estável. Ela diz que, mesmo com a medida protetiva, não se sente plenamente protegida e planeja, agora, mudar de residência para evitar novos incidentes.
A gestação de alto risco durante o segundo gravidez exigia acompanhamento próximo. Ela relata que perdoava as traições para manter o relacionamento, até decidir pela separação após o nascimento de Hariel.
Repercussão pública e contexto
O vídeo com os estragos, publicado no Instagram, alcançou grande repercussão, somando milhões de visualizações. A publicação recebeu apoio de outras mulheres e profissionais, que se mostraram dispostas a ajudar, segundo Gabrielly.
Dados de organizações de enfrentamento à violência doméstica destacam o risco contínuo de feminicídio para mães. Entre as denúncias, há relatos de violência física, invasões e ameaças que ampliam a necessidade de proteção e assistência às vítimas.
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