O Ministério Público de São Paulo arquivou, na segunda-feira (8/6), o inquérito que investigava a morte de Ryan da Silva Andrade Santos, 4 anos, durante uma perseguição policial em 2024, em Santos, litoral paulista. O menino foi baleado na barriga enquanto brincava com outras crianças.
O tiroteio ocorreu em 5 de novembro de 2024, quando policiais atiravam contra dois adolescentes que pilotavam uma motocicleta no Morro São Bento. Um dos jovens, Gregory Ribeiro Vasconcelos, 17 anos, morreu; um revólver calibre 38 foi apreendido com os suspeitos.
Perícia aponta que Ryan foi atingido por um disparo de espingarda calibre 12, arma que, segundo a ocorrência, estava com o cabo Clóvis Damasceno de Carvalho Júnior. O promotor Fábio Perez Fernandez sustenta que não houve responsabilidade criminal dos agentes, diante das circunstâncias do confronto, em legítima defesa.
Arquivamento e próximos passos
Segundo o MP, não há previsão de diligências adicionais. A defesa afirmou que irá recorrer da decisão e pedir ação civil de reparação de danos, alegando responsabilidade do Estado pela morte da criança. A decisão não cita novas provas ou testemunhas.
A família do garoto também envolve o contexto familiar: o pai, Leonel Andrade, havia morrido meses antes, em uma operação policial na Baixada Santista, que é objeto de controvérsia. Beatriz da Silva Rosa, mãe de Ryan, já tinha medida protetiva contra a PM.
Relatos de órgãos de imprensa indicam críticas à atuação policial naquele dia, e a apuração envolve o 6º BPMI, a mesma unidade citada na apuração anterior. Fontes locais destacam que a perícia não registrou imagens de câmeras corporais.
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