Ações para conter drones durante a Copa do Mundo estão avançando nos EUA. Empresas especializadas trabalham com órgãos de segurança pública para montar redes de detecção ao redor de locais do torneio, como estádios, áreas de torcedores e rotas de transporte.
Executivos do setor destacam que a ameaça vai além de voos intencionais: pode envolver curiosos com celulares e amadores buscando imagens. A meta é detectar, rastrear e, se possível, localizar o operador.
O planejamento ocorre em meio a restrições de voo e a medidas de proteção em várias cidades hospedeiras. A avaliação é de que drones baratos podem comprometer a segurança rapidamente, antes da resposta das autoridades.
Redescoberta de vulnerabilidades
A SkySafe atua com sensores que identificam sinais de drone, traçam trajetórias e ajudam a localizar o operador. A empresa afirma que a tecnologia facilita a resposta rápida em eventos de grande porte.
A DroneShield apoia uma implantação na região de Kansas City, sob coordenação da polícia e parceiros regionais. A ideia é ampliar a detecção em diferentes jurisdições ao redor dos locais de jogo.
Especialistas ressaltam que derrubar drones em áreas cheias de espectadores costuma apresentar riscos. Em muitos casos, identificar o operador é a abordagem mais segura.
Financiamento e regras de voo
O governo federal dos EUA destinou recursos para apoiar as cidades-sede no enfrentamento a drones. Parte do orçamento é gerida pela FEMA e abrange 11 estados e Washington, D.C.
Durante os jogos, voos de aeronaves e drones ficam proibidos em um raio de 4,8 km dos estádios e até 900 metros de altitude, conforme normas da FAA. Essas diretrizes são parte das estratégias de mitigação.
Entre na conversa da comunidade