O CEO da Fundação Lemann, Denis Mizne, pediu nesta quinta-feira, 11, durante o projeto Brasil Adiante, que o governo federal coordene uma plataforma única. A ideia é reunir dados de matrículas, estudantes e professores. Mizne comparou a gestão educacional a ter um “Pix” específico para o setor.
Ele afirmou que a integração dessas informações facilitaria a gestão das redes de ensino. Segundo Mizne, já existem esforços em andamento para avançar nessa direção e melhorar a qualidade do acompanhamento educacional.
Durante o debate, o especialista ressaltou que a tecnologia sozinha não resolve tudo. A implementação deve priorizar impactos concretos na aprendizagem e ser bem planejada. Inteligência artificial não substitui planejamento estratégico.
Para Mizne, não se pode interromper o programa de alfabetização do governo, com meta de erradicar o analfabetismo até o fim da década. Ele também defendeu elevar as metas, estimulando a proficiência em matemática.
O dirigente observou que o ensino técnico tem ganhado espaço no país, impulsionado por incentivos e programas de matrícula. Ainda assim, pediu critérios mais rigorosos para avaliar a qualidade dos cursos e sua efetiva entrega.
Propostas de integração de dados
O Brasil Adiante apresentou um cronograma com cinco encontros, começando em 27 de maio e encerrando em novembro com a entrega da agenda ao presidente eleito. O ciclo segue até agosto, com o documento consolidado em lote final.
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