O ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo, Eduardo Paes (PSD), afirmou durante entrevista que o Ideb da cidade foi o que mais avançou entre as capitais. O comentário ocorreu no dia 25 de maio, no podcast Papo de Elite.
Segundo dados, o Ideb é calculado a cada dois anos. Em 2023, o Rio subiu 0,6 ponto, empatando com Fortaleza no nono lugar entre capitais, atrás de cidades como Goiânia, Teresina e Curitiba. A leitura é de 6,0 para o município.
A valorização de Paes parte de uma comparação com 2021, ano da pior fase da Covid-19. Em 2019, antes da pandemia, o índice era de 5,8. Assim, o avanço de 2023 seria de apenas 0,2 ponto em relação ao pré-crise.
Dados do Ideb e limitações
O Ideb depende das notas em português e matemática combinadas com a taxa de aprovação. A alta observada em 2023 decorreu majoritariamente da flexibilização de aprovação durante a pandemia, segundo especialistas.
Em Rio de Janeiro, o desempenho de aprendizado entre 2019 e 2023 cresceu apenas 0,03 ponto para anos iniciais, enquanto as aprovações subiram de 95,5% para 98,5%. O aumento do Ideb foi, em grande parte, impulsionado pela aprovação.
Nos anos finais do ensino fundamental, o ganho de aprendizado foi de 0,07 ponto no período, com aprovações crescendo de 92% para 98,4% entre 2019 e 2021, estáveis em 2023. O Ideb subiu de 4,9 para 5,2, novamente influenciado pela taxa de aprovação.
Desafios reais na alfabetização
Dados do Indicador Criança Alfabetizada (ICA) do MEC indicam falhas relevantes: em 2023, 36% dos alunos do 2º ano não sabiam escrever ou ler frases simples. No Ideb, apenas 57% dos alunos do 5º ano tinham conhecimentos adequados em português, 48% em matemática.
Já no 9º ano, 43% tinham desempenho adequado em português e 18% em matemática, indicadores que revelam déficits persistentes de alfabetização e de aprendizagem em etapas anteriores.
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