Dois dias longos: uma passageira de Arkansas processa a Delta Air Lines e a Endeavor Air por 2,35 milhões de dólares, alegando negligência e danos emocionais após uma acusação de tráfico humano contra seu pai durante um voo em 2019. O processo foi registrado na US District Court for the Eastern District of Virginia.
Madison Cupp, então com 13 anos, viajava com os pais e os avós maternos em um trecho de Atlanta, Geórgia, a Newport News, Virgínia, em dezembro de 2019. Segundo a ação, a turbulência deixou a jovem emocionalmente abalada e o pai, Nicholas Cupp, tentou consolá-la sem qualquer lesão ou abuso. A reclamação contesta que uma comissária de bordo supostamente concluiu de forma incorreta que o pai estava praticando tráfico com a filha.
A acusação descreve que a situação foi encaminhada ao gerente de estação da Delta em Newport News, que acionou a polícia sem verificar a veracidade das acusações. A família afirma que oficiais de segurança chegaram ao aeroporto na chegada, separaram pais e filha e interrogaram os dois sem que houvesse indícios de crime, até que não houve motivo provável para acusação.
Contexto jurídico e desdobramentos
A ação afirma que Delta e Endeavor foram negligentes, causaram sofrimento emocional e resultaram em prisão falsa, além de danos à filha. Madison relata dor de estômago, vômitos e intenso desgaste emocional, com medo de interações públicas futuras diante de novas acusações infundadas.
Um processo anterior movido pelo pai já tramita há anos; a Suprema Corte da Virgínia decidiu, neste ano, que as empresas aéreas não estavam imunes de enfrentar acusações, abrindo caminho para novas ações. Madison entrou com a ação separada no último dezembro, buscando julgamento por jurados. A Delta apresentou, em 3 de junho, um pedido de rejeição da reclamação.
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