Oito semanas se passaram, mas os impactos da explosão ocorrida em uma obra da Sabesp no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, seguem. O acidente ocorreu há exatamente um mês, matou duas pessoas e deixou dezenas de famílias desabrigadas em imóveis danificados. A investigação e a avaliação de danos permanecem em curso.
Moradores relatam dificuldades para reconstruir a rotina. Cinquenta e uma famílias perderam suas casas. Um casal, Laércio e Maria, está em hotel e retorna apenas para pegar objetos. Eles apresentaram rachaduras e danos visíveis em seus imóveis.
A Sabesp informou que a Defesa Civil liberou os imóveis afetados, mas os moradores ainda não desejam retornar. A empresa pediu nova vistoria para avaliação adicional das condições após a explosão. Rebelações são tratadas entre concessionária e governo.
Ao todo, 51 casas foram condenadas e várias famílias buscam opções previstas pelas concessionárias e pelo governo para recomeçar. Quatorze famílias aceitaram moradia em apartamentos mobiliados, sete optaram pela reconstrução, 11 receberam indenização e duas, cartas de crédito.
Reação pública e ações de fiscalização
O governo do estado reforçou fiscalização e normas de segurança em obras no subsolo. Comgás e Sabesp dizem manter diálogo ativo para atender às demandas das famílias, conforme houve durante o processo de readequação da área atingida.
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