Os estudantes e professores da Unicamp encerraram na quinta-feira, 11 de junho, a greve que durava 25 dias. Os docentes aprovaram uma nova proposta de reajuste salarial de 3,92% em reunião realizada no dia 10, no âmbito do Cruesp e do Fórum dos Seis. Os alunos decidiram encerrar a mobilização, entendendo que boa parte de suas reivindicações foi atendida. A ratificação ocorre em assembleias locais das unidades.
A decisão de encerrar depende da validação nas assembleias dos cursos. A expectativa é pela desocupação do prédio da Diretoria Geral de Administração (DGA) após a votação dos estudantes. A greve começou em 18 de maio, com ocupação do espaço da DGA ocorrendo na noite de 8 de junho.
Entre as pautas estudantis estavam a construção de moradia estudantil no campus de Limeira, melhoria de restaurantes universitários e do transporte interno, bem como políticas de combate à violência de gênero, à etnia e à orientação sexual, além de apoio psicológico. Também havia reclamações sobre carência de professores e déficit de funcionários técnicos.
Avanços e próximos desdobramentos
O reitor Paulo César Montagner destacou a legitimidade da mobilização, reconhecendo as restrições orçamentárias que inviabilizam atender a todas as reivindicações. Ele citou o peso da situação financeira de universidades públicas do estado, com diferenças entre Unicamp, USP e Unesp.
Roberto Donato, diretor-executivo de Sustentabilidade e representante da reitoria, afirmou que houve avanços significativos nas pautas. A política de moradia para Limeira foi equacionada e houve encaminhamentos para aperfeiçoar a distribuição de bolsas de permanência estudantil. Demais pautas específicas devem ser discutidas pontualmente com as comunidades.
No IA, a reconstrução do Paviartes, espaço que abriga dança e teatro desde 1985, está em andamento. As obras devem começar em 20 de junho, segundo o diretor-executivo. Os estudantes do DCE destacam as conquistas e aguardam os próximos passos para cada unidade.
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