O Brasil apresenta distribuição desigual na exploração da força de trabalho de menores, com maior prevalência fora dos grandes centros urbanos. O dado é de um mapeamento inédito divulgado nesta quarta-feira pelo jornal O Tempo, com base na PNAD Contínua 2024.
O estudo aponta que a maior parte do trabalho infantil ocorre em áreas rurais e em regiões menos desenvolvidas. Ainda que denúncias e fiscalizações tenham aumentado nos últimos anos, a queda no número de casos identificados desacelerou, sinalizando desafios ainda presentes.
Segundo os pesquisadores, a vulnerabilidade social impulsiona a prática, principalmente em regiões com menor IDH. Norte e Nordeste concentram maior incidência, onde famílias utilizam a força de trabalho de crianças para o sustento familiar.
Desigualdade regional: o mapeamento evidencia que o problema se concentra onde há menor acesso a políticas públicas de proteção social e educação. A discrepância entre regiões reforça a necessidade de ações direcionadas.
Quem está envolvido: crianças e adolescentes, famílias, governos locais e nacionais, além de sociedade civil e setor privado, cujas ações de fiscalização, educação e assistência social são citadas como essenciais.
O estudo ressalta que ações integradas são fundamentais para enfrentar o problema. Transferência de renda, fiscalização mais efetiva e campanhas educativas aparecem como estratégias-chave.
A pesquisa defende uma abordagem multidisciplinar, com políticas públicas adaptadas a cada região. O objetivo é assegurar educação, saúde e proteção social para crianças e adolescentes, avançando na erradicação do trabalho infantil.
Fonte: O Tempo
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