Uma mulher morreu na manhã deste sábado durante a prática de rope jump, salto com corda, na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, interior de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, a vítima sofreu politraumatismo após o equipamento de segurança não ter sido fixado corretamente pelos instrutores.
Imagens divulgadas nas redes sociais indicam que a mulher foi arremessada sem estar presa a corda. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado por volta das 9h55 e confirmou o óbito no local. Testemunhas prestaram os primeiros socorros, conforme relatos policiais.
A Ponte do Esqueleto é um ponto conhecido para saltos na região e registra, ao menos, registros de ferimentos recentes. No ano passado, houve outras ocorrências, incluindo incidentes de choque com o chão, segundo a imprensa local. Em 2024, o acesso ao espaço chegou a ser bloqueado a pedido da União após a morte de uma ciclista, mas atividades foram retomadas posteriormente.
Em sessão na Câmara de Limeira, um empresário do setor turístico informou que o local recebe cerca de 500 visitantes por mês. Diversas empresas atuam na área, que fica em área rural privada próxima à Rodovia dos Bandeirantes. A estrutura foi construída há décadas para uma ferrovia não implantada.
O rope jump difere do bungee jump pela ausência de elástico no salto, já que utiliza apenas cordas fixadas ao ponto de ancoragem. O local fica próximo à rodovia e tem histórico de eventos de alto risco, com necessidade de avaliações técnicas contínuas.
Em 2024, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informou à prefeitura de Limeira que a Ponte do Esqueleto pertencia à extinta Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA). A avaliação de bens públicos segue em andamento pela Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo, conforme balanços de 2025.
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