Na Cuba, a Copa do Mundo surge como breve alívio em meio à crise. A transmissão pela TV estatal começou com dois dias de atraso, devido a problemas no pagamento dos direitos. Em Havana, moradores puderam acompanhar o Marrocos x Brasil apenas no fim de semana.
Na capital cubana, cafés de Centro Habana mostraram o jogo em pequenas televisões presas à parede, enquanto a população enfrentava frequentes interrupções de energia. A ilha registra cerca de 9,6 milhões de habitantes e convive com carência de eletricidade há meses.
Contexto econômico e histórica
Cuba tem apenas uma participação em Copas do Mundo, ocorrida em 1938, quando chegou às quartas de final. A internet móvel, implantada recentemente, ajudou a popularizar o futebol entre as crianças, mesmo diante da infraestrutura energética comprometida.
Agora, com a volta dos jogos na programação oficial, surge a esperança de que a Copa traga momentos de distração. Em bairros como Centro Habana, a vida cotidiana segue marcada pela escassez de recursos, enquanto muitos torcedores acompanham as partidas de forma simples e acessível.
Experiências locais
Ismael Veranes, funcionário de um teatro, assistiu ao jogo em um café porque a casa enfrentava 20 horas sem energia. Em meio à crise, ele viu no torneio uma pausa necessária para a mente. Torcedores relatam o esforço de manter o ânimo com recursos limitados.
Na expectativa de novas partidas, famílias e jovens celebram o retorno da transmissão pela TV estatal. Em bares e espaços públicos, o acesso aos jogos continua dependente de condições de fornecimento de energia e de disponibilidade de sinal.
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