O Hyundai i20 chega ao Brasil em 2026 com uma proposta de carroceria indefinida. A marca aponta o modelo para competir com rivais como Volkswagen Tera e Fiat Pulse, mas não o classifica oficialmente como hatch, nem como SUV, mantendo o rótulo de “veículo que ocupa a lacuna entre hatch e Creta”.
No configurador online, o i20 não aparece em uma categoria específica. Enquanto HB20 é exibido como hatchback e Creta como SUV, o i20 aparece apenas como lançamento. A Hyundai afirma que o veículo veio para preencher a lacuna entre um hatch tradicional e o Creta.
Na prática, o i20 funciona como um hatch compacto. A marca buscou conferir aspecto mais robusto com molduras de rodas, mas as medidas confirmam a categoria. A altura livre do solo é de 16,5 cm, semelhante a hatches e inferior a SUVs.
A altura de ataque é de 13,9° e a de saída, 29,6°, indicativo de utilidade típica de hatch. Pelo padrão do Inmetro, para ser SUV deveria cumprir quatro de cinco critérios de elevação, ângulo de ataque e transposição, o que não ocorre no i20.
Em dimensões, o i20 tem 4,13 m de comprimento, 1,78 m de largura, 1,50 m de altura e 2,58 m de entre-eixos. O porta-malas tem 346 litros, espaço superior aos de muitos hatchs nacionais.
O motor é o 1.0 TGDi Smartstream, turbo flex com injeção direta, utilizado também no HB20 e Creta. Para isenção de IPI, a potência foi recalibrada para 115 cv a 6.000 rpm, mantendo 17,5 kgfm de torque entre 1.500 e 3.000 rpm. Câmbio é automático de seis marchas.
O catálogo do i20 traz seis versões, com preços entre R$ 99.990 e R$ 139.990. A produção ocorre em Piracicaba (SP), ao lado dos outros modelos da família HB20 e Creta.
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