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Brasil chega a 1,2 milhão de trabalhadores no transporte por aplicativo, diz IBGE

Número representa 58,9% das pessoas que trabalhavam por meio de plataformas digitais como ocupação principal em 2025

Trabalhadores de transporte de passageiros por aplicativo chegam a 1,2 milhão de pessoas no país
Trabalhadores de transporte de passageiros por aplicativo chegam a 1,2 milhão de pessoas no país. | Rovena Rosa/Agência Brasil

O Brasil tinha 1,2 milhão de pessoas trabalhando no transporte de passageiros por aplicativo em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (4). O número representa 58,9% dos 2 milhões de trabalhadores que exerciam atividades por meio de plataformas digitais de serviços.

Desses 2 milhões, 1,8 milhão tinham essa atividade como ocupação principal e 182 mil a exerciam como trabalho secundário. Cerca de 28 mil utilizavam plataformas tanto no trabalho principal quanto no secundário.

Considerando apenas o trabalho principal, o número de trabalhadores plataformizados chegou a 1,8 milhão, alta de 36,8% em relação a 2022 e de 9,1% ante 2024.

Além do transporte de passageiros, os aplicativos de entrega eram utilizados por 585 mil pessoas, enquanto 313 mil trabalhavam por meio de plataformas de serviços gerais ou profissionais.

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Jornada maior e baixa cobertura previdenciária

Apesar de terem rendimento médio mensal semelhante ao dos demais trabalhadores do setor privado, R$ 3.147 contra R$ 3.148, os trabalhadores por aplicativo tinham jornada mais longa. A média era de 44,7 horas por semana, contra 39,3 horas entre os demais ocupados.

Quando considerado o rendimento por hora, os plataformizados recebiam, em média, R$ 16,20, 12% menos que os R$ 18,40 registrados entre os não plataformizados.

A cobertura previdenciária também era menor. Apenas 34% dos trabalhadores por aplicativo contribuíam para a Previdência, contra 63% dos demais trabalhadores do setor privado. A taxa de informalidade entre os plataformizados chegava a 72,1%.

Entre os condutores de automóveis, 905 mil pessoas, ou 45,9% do total, trabalhavam por meio de plataformas em 2025. Esses motoristas tinham rendimento mensal médio de R$ 2.873, mas recebiam menos por hora do que os não plataformizados: R$ 14,40 contra R$ 16.

Já entre os condutores de motocicletas, 405 mil pessoas (34,4%) trabalhavam por aplicativos. O rendimento médio mensal era de R$ 2.221, com jornada de 44,9 horas semanais. Apenas 19,4% contribuíam para a Previdência. Os entregadores por aplicativo também tiveram crescimento. No trabalho principal, o número passou de 274 mil em 2024 para 325 mil em 2025, alta de 18,6%.

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Flexibilidade é principal motivo

Segundo o IBGE, a flexibilidade foi apontada como principal motivo para trabalhar por plataformas por 26,8% dos entrevistados. Outros 24,6% disseram não ter conseguido encontrar outro trabalho, enquanto 20,8% afirmaram considerar o rendimento maior que o de outras opções disponíveis.

A pesquisa também mostrou dependência das plataformas. Entre motoristas de transporte particular de passageiros, 80,2% afirmaram que o valor recebido era totalmente determinado pelo aplicativo.

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