O caso envolve a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, ocorrida no fim de semana na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. A jovem foi arremessada durante salto sem cordas de segurança. A polícia indiciou o instrutor Luís Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos, por homicídio doloso. A defesa sustenta que o crime foi culposo, sem intenção.
Luis Felipe está preso e foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos. A Justiça já recebeu a alegação de defesa de que os procedimentos seguiram protocolos de segurança, com consentimento dos pais no caso de menores envolvidos.
A Ponte do Esqueleto já havia registrado salto com crianças, vídeo divulgado pelo próprio instructor em maio de 2023. Em entrevistas, especialistas apontam falhas graves de segurança e destacam que o rope jump não é regulamentado no Brasil.
Contexto técnico e segurança
Consultores da Abeta afirmam que não há norma técnica específica, mas boas práticas devem orientar atividades de esportes verticais. Indicam que a prática recomendaria duas cordas de segurança para cada pessoa, o que não ocorreu no salto com Maria Eduarda.
A posição de salto, conforme especialistas, deve ser anatômica e de frente, para evitar impactos. O manejo de risco também envolve análise de perigos e inventário de riscos por parte de cada empresa envolvida.
O gerente-técnico Evandro Schütz reforça que a ausência de procedimentos de risco compromete a segurança. Ele ressalta a necessidade de responsabilização de operadores quando as normas não são atendidas.
Repercussão e ações locais
Uma publicação antiga do instrutor, que mostra situações de risco, voltou a gerar críticas após o caso. A prefeitura de Limeira informou que iniciou obras para bloquear acessos irregulares à ponte, como medida emergencial para impedir novos saltos. A estrutura fica na fronteira com Cordeirópolis e é de propriedade federal.
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