O celular de Ryan Palhares Ló, 24 anos, apontou uma das últimas localizações antes do desaparecimento para a região de Rio das Pedras, zona oeste do Rio de Janeiro. A informação foi apurada pela família e confirmou a polícia. Ryan sumiu no dia 20 de abril, quando voltava do trabalho como barraqueiro na Barra da Tijuca.
Momentos antes do sumiço, ele conversava com a namorada por mensagens e não respondeu após passar por Rio das Pedras. A família acompanhou as localidades registradas pelo GPS, que indicaram três pontos na comunidade. As informações foram registradas entre a noite de segunda-feira e a madrugada seguinte.
O caso é acompanhado pela Delegacia de Desaparecidos (DDPA). Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro de Ryan. A família registrou o desaparecimento e solicita diligências das autoridades.
Poço clandestino
A mãe de Ryan havia indicado, em denúncia recebida por uma ligação anônima, a existência de um poço usado para desova de corpos por milicianos de Rio das Pedras. A denúncia foi veiculada pelo Balanço Geral RJ, da RECORD, no dia 4 de junho.
Durante operação realizada na manhã desta quarta-feira, agentes localizaram o poço. Ao menos oito policiais atuaram para retirar a tampa. Bombeiros auxiliaram na retirada dos materiais da cavidade, descrita como extremamente profunda.
Do local, foram retirados pelo menos dois corpos, e outros permaneciam na cavidade. Até o momento, não há identificação oficial das vítimas. A apuração segue sob responsabilidade da polícia civil.
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