O analfabetismo no Brasil atingiu a menor taxa da série histórica da PNAD Educação, 4,9% (2016 a 2025). Mesmo com a queda, quase 8,5 milhões de pessoas com mais de 15 anos não sabem ler nem escrever.
A pesquisa do IBGE aponta que a maior parte dessas pessoas está na região Nordeste ou tem mais de 60 anos, revelando que a escolaridade ainda é desigual entre grupos e regiões do país.
Desigualdades regionais e raciais
Entre os brasileiros com mais de 25 anos, 57,4% concluíram o ensino médio. Entre pretos e pardos, esse índice é de 51%; entre pessoas brancas, quase 65%.
As lacunas regionais são acentuadas: Norte e Nordeste concentram maior falta de creches e de vagas em escolas para crianças de até 3 anos. No Norte, 35% de bebês até 1 ano não têm acesso a creche; 44% de 2 a 3 anos também ficam sem vagas.
Costin aponta que, apesar dos avanços, é preciso políticas públicas que promovam inclusão. Ela cita ações como cotas para alunos de escolas públicas e programas de melhoria de acesso à educação.
Avanços e exemplos estaduais
A alfabetização infantil tem mostrado evolução. Em 2016, 45% das crianças estavam alfabetizadas ao final do terceiro ano; em 2025, 66% chegam ao fim do segundo ano, adiantando o marco anterior.
O Piauí é destacado pela sua organização no ensino médio em tempo integral, com itinerários técnicos e conteúdos de IA. No estado, 77% das crianças já estão alfabetizadas ao fim do segundo ano.
Segundo especialistas, esses ganhos mostram que melhorias são possíveis, mas requerem velocidade diante da revolução digital. Se o ritmo não aumentar, indicadores educacionais podem seguir estagnados.
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