Uma denúncia anônima levou autoridades a isolarem um ferro-velho em Anápolis (GO) nessa quinta-feira (18/6), após localizar equipamentos de guerra com raio-X. A avaliação inicial descartou emissão de radiação, conforme a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).
Os proprietários do ferro-velho informaram que os objetos foram adquiridos em um lote de leilão realizado em Brasília há cerca de 10 anos. A versão ainda é objeto de apuração pelas autoridades. O caso envolve a Polícia Civil, o Exército e a Polícia Federal.
Quatro caixas com aparelhos de raio-X portátil foram encontradas no local, de origem provavelmente da década de 1960. Técnicos da Defesa Civil, Vigilância Sanitária e Corpo de Bombeiros atuaram durante a inspeção inicial.
O local foi interditado por precaução e, na sequência, um físico da Cnen acompanhou a avaliação. A fiscalização confirmou que os equipamentos não emitiam radiação, embora exijam alimentação elétrica para operar.
Origem e verificação
A prefeitura informou que, durante a coleta de informações, apareceu a possibilidade de origem norte-americana dos aparelhos. Inscrições industriais, códigos de inventário de uso militar e o brasão do Medical Corps foram identificados nas caixas.
Segundo o prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, o equipamento é antigo e teria sido fabricado na década de 1960 nos Estados Unidos, com destino ao Vietnã. A prefeitura pediu aos proprietários a apresentação de documentação sobre a origem dos itens em até 15 dias.
Medidas e desdobramentos
Os itens recolhidos permaneceram em uma sala da Vigilância Sanitária de Anápolis, sob isolamento. O caso será encaminhado ao Exército, à Polícia Civil e à Polícia Federal para rastrear percurso e procedência dos equipamentos até o ferro-velho.
A comparação com incidentes históricos foi mencionada pela administração local, sem induzir conclusões, apenas para contextualizar eventuais riscos radiológicos. Não houve confirmação de contaminação ambiental ou humana até o momento.
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