O IBGE apresentou dados sobre a educação no Brasil, analisando a última década. Entre avanços e atrasos, houve aumento de pós-graduação, queda do analfabetismo e persistência de lacunas no ensino fundamental. As informações revelam contradições estruturais.
O levantamento usa a PNAD Educação 2025 e dados recentes. Mostra queda do analfabetismo para 4,9% entre quem tem 15 anos ou mais, pela primeira vez abaixo de 5%. Ainda há 8,4 milhões de brasileiros nessa condição em 2025.
Desigualdade regional
Nordeste e Norte apresentam taxas de analfabetismo acima da média, enquanto Sudeste, Sul e Centro-Oeste ficam abaixo. Sete estados do Norte e Nordeste registram taxas de dois dígitos, contrastando com Santa Catarina, com 1,5%.
Graduação x ensino fundamental incompleto
Entre pessoas com 25 anos ou mais, graduados passaram de 15,4% em 2016 para 21,4% em 2025. Já quem não completou o ensino fundamental permanece em 25,6%. O ensino básico correspondeu a 57,4% em 2025.
Cor ou raça
Desigualdades persistem entre brancos e pretos ou pardos. Em 2016, mais da metade dos brancos tinha ensino médio completo; em 2025, esse marco atinge 51,3% de pretos ou pardos. A frequência líquida também é menor para pretos e pardos.
Razões para não frequentar creche
A falta de vagas justifica 33,4% das crianças de 2 e 3 anos fora da creche em 2025. A opção dos pais pesa 57,1%. A obrigatoriedade escolar começa aos quatro anos no Brasil, mas pesquisas destacam benefícios da educação infantil.
Pós-graduação
O número de pessoas com especialização, mestrado ou doutorado subiu de 3,572 milhões em 2016 para 8,88 milhões em 2025. A participação na população de 15 anos ou mais avançou de 2,8% para 6,2%.
Continuidade educacional
A participação no ensino médio aumentou de 46% em 2016 para 57,4% em 2025. Entre quem conclui o ensino superior, houve crescimento de 14,1% para 16,9% no mesmo período. O ensino fundamental caiu de 44,8% para 33,5%.
Conclusão tem de evitar
Dados mostram que as mudanças ocorrem de forma desigual entre regiões, grupos étnicos e faixas etárias. A tendência geral aponta maior escolarização, mas com persistentes entraves históricos.
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