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Roubo tira pedaço da vida de vítima, segundo relato

Absolvido após quatro anos preso por crime que não cometeu, Misael de Souza busca reparação e retomar a vida junto da família

Misael de Souza
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Um jovem de 23 anos viveu uma sequência de acusações equivocadas que o levou a cumprir quatro anos de prisão por um crime que não cometeu. O caso começou em janeiro de 2022, em Jequitinhonha, Minas Gerais, área rural de cerca de 400 moradores. Ele estava a caminho do trabalho quando foi abordado pela polícia.

Na delegacia, Misael Souza foi colocado no mesmo grupo de outras quatro pessoas, sob suspeita do latrocínio que vitimou uma idosa na região. O jovem alegou ter álibi: estava acompanhado pela esposa e pela irmã dela no momento do crime. Mesmo assim, recebeu ordem de prisão.

Sete meses depois, foi condenado a 24 anos de prisão com base apenas no depoimento de uma testemunha. Ele descreve o choque, a distância da esposa grávida de sete meses e o impacto na vida da família, incluindo a criação da filha Lívia.

Absolvição após revisão

A prisão passou a ter desdobramentos quando circulou a informação de que o autor da acusação alegou coerção para forjar a denúncia. O advogado de Misael pediu revisão criminal, que levou o caso a instância superior. Dez desembargadores, na segunda instância, absolvê-lo no dia 13 de maio.

A libertação permitiu ao jovem retornar ao convívio familiar, ainda que o trauma persista. Ele planeja abrir uma ação para buscar ressarcimento pelos prejuízos causados pela prisão injusta. A história evidencia falhas no sistema e danos irreparáveis à vida pessoal.

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