Belo Horizonte – No alto da Serra da Piedade, em Caeté, está um dos patrimônios da gastronomia mineira: o Queijo Frei Rosário. Produzido em pequena escala, ele tem uma fila de espera e carrega história, fé e tradição do Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade.
A iguaria nasceu com Frei Rosário, que chegou ao santuário em 1948. Durante a década de 1950, ele desenvolveu a técnica de maturação de queijos aplicada à região, buscando conservar alimentos em tempos difíceis. A versão oficial aponta para o estudo do frei como base do processo.
A maturação ocorre em uma cava especial, com temperatura entre 11°C e 18°C e umidade de cerca de 99%. O tempo mínimo de afinação é de 35 dias, período que confere aroma, textura e sabor característicos ao queijo.
Processo cuidadoso e legado
Segundo o reitor, o padre Wagner Calegário, o queijo é fruto de saberes de Frei Rosário, que também criou produtos como o Pão do Frei, a Rosca da Rainha e o Licor de Laranja Campista. A prática, enfim, consolidou uma técnica de maturação associada ao terroir da Serra da Piedade.
Apesar de não participar de concursos formais, o Queijo Frei Rosário já ganhou espaço em eventos gastronômicos relevantes. Foi levado para degustação na escola francesa Le Cordon Bleu via a Rota do Queijo e também apresentado pelo Senac em encontros nacionais e internacionais.
Patrimônio da Serra da Piedade
O queijos representa a resistência e a superação de frequentadores do santuário ao longo das décadas. O processo de maturação, ali, é visto como uma experiência que transforma quem visita o local, conectando fé, cultura e sabor a uma paisagem marcante.
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