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Viúva de motorista de app vítima de ataque a delator do PCC fala

Viúva de Celso Novais relata luto e dificuldades após ataque que matou delator do PCC, enquanto três PMs são julgados pelo caso em Guarulhos

Celso Araújo Sampaio de Novais perdeu um rim e parte do fígado após ser atingido por um disparo nas costas; ele tinha três filhos.
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O caso que abalou a família de Celso Araújo Sampaio de Novais ganha novo desdobramento em Guarulhos. No dia 8 de novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, um ataque tirou a vida do delator do PCC, Antônio Vinicius Gritzbach, e ceifou a vida do motorista de aplicativo Celso, de 41 anos, atingido por disparos dentro do terminal.

A viúva de Celso, Simone Dionízio Fernandes Novais, relatou as dificuldades desde o ocorrido. Ela descreveu a perda como continuous, citando a ausência do companheiro que sustentava a família com três filhos. Simone participou dos depoimentos no julgamento, que começou nesta segunda-feira no Fórum Criminal de Guarulhos, na região metropolitana.

Familiares de Celso compareceram em peso ao júri. A mãe dele viajou de Brasília para acompanhar as primeiras fases do processo. A viúva afirmou que a perda impactou diretamente a renda familiar, levando-a a afastar-se do trabalho por aconselhamento médico. Celso era pai dedicado e deixava claro o desejo de manter a família com dignidade.

O júri

O julgamento envolve três policiais militares acusados de participação no atentado que matou Gritzbach e feriu outras duas pessoas no aeroporto. Os réus defendem inocência e contestam as investigações. A defesa sustenta que havia inconsistências na apuração que envolve a atuação de agentes da Polícia Civil na investigação.

Segundo a acusação, os PMs teriam recebido criptomoedas como pagamento pelo crime. A promotoria aponta que Gritzbach, que negociava um acordo de delação premiada, poderia revelar esquemas de lavagem de dinheiro do tráfico internacional. A pena pretendida inclui homicídio quadruplamente qualificado e outros crimes relacionados.

O caso

Gritzbach foi morto com oito tiros de fuzil na área de desembarque do aeroporto. Celso, que conduzia um veículo de aplicativo, também faleceu. A defesa dos policiais afirma que houve uma armação para encobrir os verdadeiros autores do crime, enquanto a acusação destaca a motivação ligada à delação do delator.

A audiência inclui a oitiva de testemunhas e a apresentação de provas pelas duas partes. A expectativa é de que o júri encerre na sexta-feira, 26, conforme o andamento do processo. Juros, dúvidas sobre a linha de investigação e as declarações de familiares continuam a marcar os dias de sessão.

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